Amo sempre mais do que eu posso.
Mais do que penso sentir ou ser capaz.
Sempre a me transbordar
Nostálgico e melancólico fico a idear
Uma forma, meus versos ornar
Consciência do mais fundo Eu
É saber, de susto, o quão não posso
Dessa essência me desgarrar
Personalidade não é caráter
Mas como é difícil mudar
Quando se encontra a metade de si,
E que seja dentro, bom que seja,
Não se consegue mais admitir
Sua ausência
Não há mais latência
Melhor “também” e assim será,
É tão grandioso, tão visceral
Que chega a doer e soprar,
Como um amigo a nos questionar
Quando não se consegue pensar
Como um só par de sapatos
Em que é o jeito amaciar.
Não. Não há como voltar.
Essa árvore podem ceifar,
Havendo raízes, germinará.
À natureza sempre se paga
Ela se encarrega de irrigar.
Não adianta ensaiar
Pois sou feita de amor
Aqui ou acolá
Ele há de ser meu lugar.
Axé
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Aniversário do meu silêncio
Meu silêncio faz aniversário
Mês a mês vou comemorar
Pra ver mais depressa
Esse tempo passar.
Nesse ano, não vai ter festa
Só uma taça arriscar
A música é minha
O par de lentes
dança ao luar
Já que descalcei
a ferradura de amar
Se nessa meia noite
Eu jerimum não virar
Me leve pelas unhas
Para qualquer lugar
Um dia teu choro
Irá me lavar
E no fim do cantar,
Calejadas pegadas
Já estou vendo ensaiar
Tanto à margem caminhar
na esperança de me encontrar.
Mês a mês vou comemorar
Pra ver mais depressa
Esse tempo passar.
Nesse ano, não vai ter festa
Só uma taça arriscar
A música é minha
O par de lentes
dança ao luar
Já que descalcei
a ferradura de amar
Se nessa meia noite
Eu jerimum não virar
Me leve pelas unhas
Para qualquer lugar
Um dia teu choro
Irá me lavar
E no fim do cantar,
Calejadas pegadas
Já estou vendo ensaiar
Tanto à margem caminhar
na esperança de me encontrar.
Afluentes
Estou passando por uma fase de muitas mudanças em minha vida.
No que diz respeito à tomada de decisões, crivo mais rígido de companhias, ampliar horizontes a novas perspectivas, novas escolhas, novos olhares... ou pelo menos novas possibilidades.
Sinto fome desse reencontro espiritual, intelectual, psíquico e, por que não afetivo, do meu Eu.
Sinto fome de ser partícipe ativo da minha história e da História. De deixar de ser um mero vulto, e tomar posse da minha carne e alma, e então personificar-me naquilo que nasci pra ser.
De fazer jus à todos os dons com que fui agraciada. De ousar. De resgate. Auto-resgate.
Do que eu ainda não fui. Mas estou engatinhando a ser.
No que diz respeito à tomada de decisões, crivo mais rígido de companhias, ampliar horizontes a novas perspectivas, novas escolhas, novos olhares... ou pelo menos novas possibilidades.
Sinto fome desse reencontro espiritual, intelectual, psíquico e, por que não afetivo, do meu Eu.
Sinto fome de ser partícipe ativo da minha história e da História. De deixar de ser um mero vulto, e tomar posse da minha carne e alma, e então personificar-me naquilo que nasci pra ser.
De fazer jus à todos os dons com que fui agraciada. De ousar. De resgate. Auto-resgate.
Do que eu ainda não fui. Mas estou engatinhando a ser.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Desfibrilador
Para ser o meu primeiro e também o derradeiro
Você ressuscitou meu suspiro de amor
Pleno, puro e pueril.
Desde então pra mim nada mais existiu,
Além da ternura para a qual o meu peito se abriu.
Depois de séculos de espera, de um dia para outro,
Como tudo se esvaiu?
Não quero o meu amor na concha das tuas mãos,
Mas aquele que eu vi e fez vibrar teu coração.
Feliz ficará àquele quem reverberar.
Quem não quer ser meu amigo
Teu amigo nunca foi, não se iluda não será.
Se meus passos em direção contrária me levam a ti,
Como esquecer?
No recorrente dejá-vu dos teus traços nos meus,
Como não doer?
Se for piada do destino quero também rir poder
Pela minha preferência a última hei de ser.
Você ressuscitou meu suspiro de amor
Pleno, puro e pueril.
Desde então pra mim nada mais existiu,
Além da ternura para a qual o meu peito se abriu.
Depois de séculos de espera, de um dia para outro,
Como tudo se esvaiu?
Não quero o meu amor na concha das tuas mãos,
Mas aquele que eu vi e fez vibrar teu coração.
Feliz ficará àquele quem reverberar.
Quem não quer ser meu amigo
Teu amigo nunca foi, não se iluda não será.
Se meus passos em direção contrária me levam a ti,
Como esquecer?
No recorrente dejá-vu dos teus traços nos meus,
Como não doer?
Se for piada do destino quero também rir poder
Pela minha preferência a última hei de ser.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Silêncio. Por Victor Hannover
Victor Hannover: Silêncio: Descobri palavras bem montadas tipo quebra-cabeça, elaboradas juntas, formam algo que toca o peito e foi dess...
sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Escolhas e perdas
É uma pena que as todas as escolhas gerem perdas.
Às vezes a perda da nossa dignidade
Às vezes perda de dinheiro
Essa, pouco importa, vai e vem mesmo.
Às vezes de um grande amor
Que, se dermos sorte
Às vezes reencontramos, mas
Geralmente, já raquíticos e broxas.
Nessa, o arrependimento
Nos amarga a boca o resto da vida.
Às vezes nos perdemos de nós mesmos.
A perda da nossa identidade
Talvez seja a única pior que a de um amor.
Obrigada meu Deus,
Com sua ajuda
Escolhi resgatar a minha.
Às vezes a perda da nossa dignidade
Às vezes perda de dinheiro
Essa, pouco importa, vai e vem mesmo.
Às vezes de um grande amor
Que, se dermos sorte
Às vezes reencontramos, mas
Geralmente, já raquíticos e broxas.
Nessa, o arrependimento
Nos amarga a boca o resto da vida.
Às vezes nos perdemos de nós mesmos.
A perda da nossa identidade
Talvez seja a única pior que a de um amor.
Obrigada meu Deus,
Com sua ajuda
Escolhi resgatar a minha.
O silêncio de três palavras
Olho, fixa e absortamente,
pras veias tensas dos meus pés azuis.
Por que não consigo tirar os olhos de lá?
Por que não consigo subir esse olhar?
Quanto tempo será que leva pra sarar uma vida?
O mundo não é feito apenas de intenções, mas de ações.
Meu amor é precioso demais para ser negligenciado.
Preciso perdoá-lo por ser altruísta.
E perdoar-me por ser egoísta.
No amor, as coisas são assim mesmo.
Contraditórias por natureza.
Preciso tirá-lo de mim a qualquer custo.
Mas como, se fui marcada com brasa,
E a ferida ainda trago aberta ...Até quando?
O silêncio de três palavras
não me adoça mais os lábios.
Calou-se, amargo. (para sempre?)
Torço para que não seja.
Rezo pra que não seja tarde.
pras veias tensas dos meus pés azuis.
Por que não consigo tirar os olhos de lá?
Por que não consigo subir esse olhar?
Quanto tempo será que leva pra sarar uma vida?
O mundo não é feito apenas de intenções, mas de ações.
Meu amor é precioso demais para ser negligenciado.
Preciso perdoá-lo por ser altruísta.
E perdoar-me por ser egoísta.
No amor, as coisas são assim mesmo.
Contraditórias por natureza.
Preciso tirá-lo de mim a qualquer custo.
Mas como, se fui marcada com brasa,
E a ferida ainda trago aberta ...Até quando?
O silêncio de três palavras
não me adoça mais os lábios.
Calou-se, amargo. (para sempre?)
Torço para que não seja.
Rezo pra que não seja tarde.
Por hora...
Não se tem mais nada a fazer. Nem mais nada a esperar. A não ser o tempo do dia de hoje acabar, todo dia. “Melhor que seja logo” Maldita seja esta frase! Nunca me arrependi tanto de ter dito tais palavras, dizia eu a mim mesma, como um adicto lembrando o último trago e suplicando por mais uma pontinha. Na memória, Haja o que Houver toca insistente e inconveniente, a disputar espaço com uma puta dor de cabeça. Aquelas que sucedem um longo choro convulso. Quem me dera a dor fosse apenas essa. Preferiria senti-la na enésima potência a suportar sozinha, esses pontos mal costurados e violentamente rasgados no meu coração. Tudo a sangue frio, bem ao meu estilo. Quem mandou ser forte assim...
E as músicas, e os poemas, as declarações de amor na ponte, as cópulas homéricas, as mensagens apaixonadas envoltas pela fibra ótica, as cópulas homéricas, as emoções experimentadas a lágrimas, as cópulas homéricas... E os planos...? ...tão bem arquitetados pelo sonho... Ah, aquelas cópulas homéricas...
Não é possível que não haja um querer sincero nisso tudo. Não é possível que não haja um SENTIDO nisso tudo. Quando não há mais nada a se fazer, confia-se no tempo, nosso último apelo e refúgio. Ele nos dá o silêncio que precisamos, mesmo quando nem sabemos ainda quão precisamos. É sempre bem vindo. E ainda: ambos são amigos que jamais nos traem.
“Vamos tentar outra vez”. A sensação que tenho é que essas palavras não vão sair nunca de dentro de mim. Me senti um lixo, uma intrusa numa tribo prestes a ser sacrificada. Me sinto um Isaac, no alto do monte Moriá. Eu e essa mania de alteridade...
Meus ouvidos poderiam ter sido poupados. Eu inteira poderia ter sido poupada. Mas eu não quis, pois essa não seria eu. É o risco que corre todos os intensos como eu. Essa é a paga dos amantes desavisados, que só escutam o coração. Será que foi tão intenso que gastamos todo o amor de uma só vez? Ou terá sido apenas o prelúdio de uma história ainda não escrita, pois ainda não era a hora... ... Só o tempo dirá.
Nesse ínterim, a solidão me faz companhia. O caminho se faz caminhando. E não vou mentir, penso sim em deixar visíveis rastros, para que possa me encontrar. Reencontrar. Por hora, sigo fazendo o meu destino, enquanto busco ainda um sentido pra isso tudo.
E as músicas, e os poemas, as declarações de amor na ponte, as cópulas homéricas, as mensagens apaixonadas envoltas pela fibra ótica, as cópulas homéricas, as emoções experimentadas a lágrimas, as cópulas homéricas... E os planos...? ...tão bem arquitetados pelo sonho... Ah, aquelas cópulas homéricas...
Não é possível que não haja um querer sincero nisso tudo. Não é possível que não haja um SENTIDO nisso tudo. Quando não há mais nada a se fazer, confia-se no tempo, nosso último apelo e refúgio. Ele nos dá o silêncio que precisamos, mesmo quando nem sabemos ainda quão precisamos. É sempre bem vindo. E ainda: ambos são amigos que jamais nos traem.
“Vamos tentar outra vez”. A sensação que tenho é que essas palavras não vão sair nunca de dentro de mim. Me senti um lixo, uma intrusa numa tribo prestes a ser sacrificada. Me sinto um Isaac, no alto do monte Moriá. Eu e essa mania de alteridade...
Meus ouvidos poderiam ter sido poupados. Eu inteira poderia ter sido poupada. Mas eu não quis, pois essa não seria eu. É o risco que corre todos os intensos como eu. Essa é a paga dos amantes desavisados, que só escutam o coração. Será que foi tão intenso que gastamos todo o amor de uma só vez? Ou terá sido apenas o prelúdio de uma história ainda não escrita, pois ainda não era a hora... ... Só o tempo dirá.
Nesse ínterim, a solidão me faz companhia. O caminho se faz caminhando. E não vou mentir, penso sim em deixar visíveis rastros, para que possa me encontrar. Reencontrar. Por hora, sigo fazendo o meu destino, enquanto busco ainda um sentido pra isso tudo.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
É demais.
De tanto e não mais me permitir, as lágrimas caem agora, mas para dentro. Senão, pelas minhas trêmulas mãos expelidas. Como um mal espírito a ser exorcizado. Com odor fétido de pele queimada após uma grave descarga elétrica. Pergunto-me: Cadê? Cadê o cheiro das manhãs, quando eu mais preciso dele? Nada responde. ... minhas mãos tremem demais para procurar qualquer coisa dentro de mim. Meus olhos secos são o sinal do que o coração está repleto. ...Por favor, por hoje, me deixem só com o meu silêncio! Não ouvirei música, pois todas as notas soarão destoantes, e me rasgarão o tímpano já ulcerado por hoje. Meu estado inerte mal me deixa tocar nessas desorganizadas teclas. Mais umas cinco ou seis linhas e eu juro que volto a respirar. Hoje, não há ninguém no Três. A não ser eu mesma a resgatar fragmentos meus espalhados por um desafinado sopro dentro do meu sonho. Talvez, quando eu acordar, não haja três. É demais.
domingo, 25 de setembro de 2011
Anteverso
Toca-me no pensamento teu verso. Conduzido pela cadência de quentes fluidos, quando dentro, ...pelo teu hálito quando está perto, ...mesmo de um vento frio quando longe. A distância não é mais geográfica.
No jardim do meu peito jazem pegadas de sombras que tateiam trôpegas pelo labirinto das minhas dúvidas e são guiadas apenas pelo cheiro doce da minha esperança muda.
Nas entrelinhas do paladar, a menor vogal sussurrada pode ferir a beleza desses séculos de segundo em que o meu silencio canta ao teu.
Meus olhos marejados e confessos me-ditam se é tempo de aportar. Amar, beirando a certeza do talvez me arrisca a alma mais que a pele. Preciso me apoderar da morada que há em mim para poder te receber. Contudo, se prometer não se atrasar demais, asseguro-te esperar por toda a minha vida.
No jardim do meu peito jazem pegadas de sombras que tateiam trôpegas pelo labirinto das minhas dúvidas e são guiadas apenas pelo cheiro doce da minha esperança muda.
Nas entrelinhas do paladar, a menor vogal sussurrada pode ferir a beleza desses séculos de segundo em que o meu silencio canta ao teu.
Meus olhos marejados e confessos me-ditam se é tempo de aportar. Amar, beirando a certeza do talvez me arrisca a alma mais que a pele. Preciso me apoderar da morada que há em mim para poder te receber. Contudo, se prometer não se atrasar demais, asseguro-te esperar por toda a minha vida.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Tudo o que quase ficou
Como ver sem querer
Como ter sem rever
Quem já teve
Mas mãos desarmadas
Essa entrega inesperada
E de êxtase soluçada
Como seguir como metade de ti
Aquele que se fez meu no meu braço
Que quase imitou o amor
No marejar do meu abraço
Que transborda e goza o avesso de mim
Que tem sempre no cheiro
A lembrança da próxima vez
Cheiro de bom dia...
Quero essas manhãs pra mim
Mas por mais que a noite revele
O destino nos cruza e repele
Pois, se nos funde,
Quem interfere... ?
domingo, 11 de janeiro de 2009
Irremediável
Por mais que eu precise
Sempre evito dizer nunca
Essa pseudofelicidade que sinto ao ver
(quem dera ter)
Asfixia sempre
Tudo o que tenho a dizer
O que me consola
É a inconstante
E efêmera
E quase nunca presença
Fazer submergir tudo o que me desconstrói
E os dias morrem e renascem
Com a maquiagem do palhaço
Que ridiculariza a própria dor
Para a vida ver graça
Eles gargalham alto
Com e de quem não tem o talento
De calcular o valor
De se multiplicar o que recebe
Rio da minha possível contravenção:
A fantasia de amar o amor
Incontrolável e incondicional
Que ante o real sentimento
Não procede
Nem serve para nada.
Sempre evito dizer nunca
Essa pseudofelicidade que sinto ao ver
(quem dera ter)
Asfixia sempre
Tudo o que tenho a dizer
O que me consola
É a inconstante
E efêmera
E quase nunca presença
Fazer submergir tudo o que me desconstrói
E os dias morrem e renascem
Com a maquiagem do palhaço
Que ridiculariza a própria dor
Para a vida ver graça
Eles gargalham alto
Com e de quem não tem o talento
De calcular o valor
De se multiplicar o que recebe
Rio da minha possível contravenção:
A fantasia de amar o amor
Incontrolável e incondicional
Que ante o real sentimento
Não procede
Nem serve para nada.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
De Caçapas a Canelonnis
Se tenho que despertar desse sonho
Que seja ao menos nesse saltitante tatame
O sono pode ser cruel quando o tempo apenas
Só desvia a atenção e nada cura.
Queria não te respirar, precisar do teu hálito,
Mas quero. Quero noites e manhãs.
A tormenta quanto mais me afoga mais me seduz.
Quantos mergulhos e saltos nestes poucos metros rasos.
Ombros que aparentam suportar todas as dores do mundo,
Cuja agudez desvanece nos sussurros incoerentes.
Queria ser analfabeta das tuas entrelinhas,
Pois minhas córneas já ulceradas não enxergam nada
Além das lembranças do que os mesmos olhos não viram.
A meia luz ofusca, o silêncio grita
e procura ao redor algo que na verdade é visceral.
Caricata, fênix, esfinge ou amálgama.
Eu, sempre entre o emotivo e contido.
O sensorial e o racional.
As sequelas latentes e a entrega iminente.
Está tão perto que chego a perder de vista.
Para degustar o hoje preciso digerir o passado.
Conflitos infundados, quando não inventados.
Só para alimentar a autocomiseração.
Contudo, para encaixes perfeitos
Combinações infinitas.
Que seja ao menos nesse saltitante tatame
O sono pode ser cruel quando o tempo apenas
Só desvia a atenção e nada cura.
Queria não te respirar, precisar do teu hálito,
Mas quero. Quero noites e manhãs.
A tormenta quanto mais me afoga mais me seduz.
Quantos mergulhos e saltos nestes poucos metros rasos.
Ombros que aparentam suportar todas as dores do mundo,
Cuja agudez desvanece nos sussurros incoerentes.
Queria ser analfabeta das tuas entrelinhas,
Pois minhas córneas já ulceradas não enxergam nada
Além das lembranças do que os mesmos olhos não viram.
A meia luz ofusca, o silêncio grita
e procura ao redor algo que na verdade é visceral.
Caricata, fênix, esfinge ou amálgama.
Eu, sempre entre o emotivo e contido.
O sensorial e o racional.
As sequelas latentes e a entrega iminente.
Está tão perto que chego a perder de vista.
Para degustar o hoje preciso digerir o passado.
Conflitos infundados, quando não inventados.
Só para alimentar a autocomiseração.
Contudo, para encaixes perfeitos
Combinações infinitas.
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